Mudamos!

Olá pessoal, mudamos para o endereço abaixo:

https://focanamochila.wordpress.com/

A partir de agora, todas as aventuras serão narradas lá 😉

 

Obrigada

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Koala Cuddling Experience – Lone Pine Koala Sanctuary

Ticket

Ticket

Sem dúvidas, uma das coisas mais legais que já fiz na vida. Há muito eu sonhava com isso e não pensei duas vezes na hora de comprar o ticket.

A “Koala Cuddling Experience” atrai centenas de pessoas ao Lone Pine Koala Sanctuary todos os anos. Nada mais é do que você pegar um Koala no colo, abraçar, apertar (momento Felícia), sentir o coraçãozinho batendo, uma loucura!

Depois de passear pelo santuário resolvi comprar o ticket para sentir a fofurinha. Eram várias opções em combos: foto + abraço, 2 fotos + abraço….várias. Poderia escolher com qual bicho ter a experiência: se koala, canguru, filhote de crocodilo, cobra…..

Comprei então o combo mais básico (1 foto 15 x 21cm + abraço + miniaturas da foto, tipo composite). Essa experiência é paga por fora e a minha custou AUD$ 20,00. Para segurar o koala é preciso comprar uma foto. Depois que o fotógrafo oficial tira o seu retrato você pode usar a sua câmera para fazer outras fotos ou vídeo. Como já havia comprado foto, resolvi fazer um vídeo.

Fui então para a fila, louca de ansiedade. Na minha frente, umas 4 pessoas tão alucinadas quanto eu, aguardavam o seu momento. E mais uma vez viajar sozinha quase me atrapalhou. Quase. Pensando no vídeo que gostaria de fazer, posicionei a câmera em uma mesa que fica justamente para isso e também para você deixar os seus pertences. Porém, o casal que estava na minha frente teve um imprevisto com seu filho e cedeu o seu lugar, adiantando a minha vez.  Eu tive que sair correndo, então posicionei a câmera rapidão e fui, do jeito que deu. Não percebi mas a câmera, apesar de estar em cima da mochila, ficou baixa demais, e o enquadramento cortava a minha cabeça. A minha sorte foi que uma turista australiana logo atrás de mim percebeu isso e pegou a minha câmera no meio do vídeo e filmou tudo. Nem acreditei quando a vi com uma das minha câmeras na mão! Ela nem precisava ter feito nada disso, mas fez toda a diferença pra mim. Enquanto ela filmava, o marido dela tirou outra foto com minha câmera profissional. Agradeci muito muito muito por essa atitude tão legal e saí feliz da vida, pensando que, na correria, a gente esquece o quanto uma atitude simples pode transformar tudo.

Eis o vídeo da minha experiência:

http://www.youtube.com/watch?v=sYkR8vNdKZo&feature=youtu.be

Após me chamar e pegar o ticket, a guia me deu as instruções de como proceder. Eu deveria fazer uma base firme com as duas mãos, porque ele sentaria na minha mão e ela então o colocaria abraçado comigo. Cada filhotinho abraça no máximo 3 pessoas por dia, pois é cansativo e ele pode se estressar. Fora isso eles são limpos antes de serem levados para a experiência e também depois, pois os outros koalas poderiam se incomodar com nosso cheiro e isolar o coleguinha por estranhamento. Segundo uma das cuidadoras do Kindergarten, o ideal é que neste dia seja evitado o uso de perfumes.

Ela colocou então o filhotinho no meu colo e ajeitou as patinhas nos meus ombros. Era bem pesado e firme. O pelo era “espetadinho” mas ao mesmo tempo bastante macio. E o cheiro???? Uma delícia! A respiração dele cheirava a eucalipto, que é só o que eles comem. Um cheirinho doce, em uma respiração acelerada. O coraçãozinho batia forte e aos poucos foi se acalmando.

Quando cheguei em Gold Coast e mostrei o vídeo pra minha família, todo mundo queria saber como era o pelo, a textura, a sensação. Digo que é muito melhor do que eu podia imaginar. As garrinhas apertando forte meu ombro (acho que ele não botou muita fé em mim e ficou com medo de cair), o cheirinho refrescante e a barriguinha quentinha são o que mais lembro.

O momento dura pouco, apenas alguns segundos, o suficiente pra tirar a foto, mas, como estava fazendo o vídeo, a guia recuou  (dá pra ver no vídeo que ganhei um tempinho) e acabou me deixando ficar mais. Devolvi o koala para ela com a certeza de que estes foram os 20 dólares mais bem gastos da minha vida.

Olha só o resultado:

!!!

!!!

Já na fila e também quando você vai para a loja de souvenirs é possível ver as fotos dos famosos que já passaram por lá, entre eles Daft Punk, Jack Chan e Eddie Vedder.

Blondie & The Pretenders

2 3

 

Depois da experiência, segui com meu passeio, desta vez rumo aos cangurus, platypus e roedores.

(continua)

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Lone Pine Koala Sanctuary – Parte 1

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Chegamos no santuário antes do meio dia. Como descrevi no post anterior, o passeio de ida é bem tranquilo. Ao chegar no ponto final, antes de passar pela entrada, tem uma daquelas placas diretivas com as cidades mais próximas – e aí você percebe o quanto está longe de casa….na entrada também existe um painel grande com todos os valores dos ingressos e um cofre-koala gigante, para doações.

Tudo longe....

Tudo longe….

Tabelas com os valores de entrada.

Tabelas com os valores de entrada (não incluem as experiências especiais, como abraço com koala, cobras e crocodilos bebês).

Cofrinho para doações lembrando que o Santuário é mantido com o valor dos ingressos e doações.

Cofrinho para doações (lembrando que o Santuário é mantido integralmente com o valor dos ingressos e doações).

Eu ansiosa para amassar os koalas :)

Eu ansiosa para amassar os koalas 🙂

Passando da bilheteria, no lado direito, tem a loja de souvenirs. Como você vai passar por ela na volta, recomendo que deixe para o final, para não ter que carregar nada durante o passeio.

O Santuário não é muito grande mas tem várias atrações (e você faz tudo a pé). A partir daqui o acesso é tranquilo, com rampas e trilhas asfaltadas. Em alguns momentos a gente anda no gramado, no meio dos bichos – o que é bem legal.

O parque é dividido em partes, como a Kangaroo Reserve, Dingo e o Koala Kingdom. Por toda parte você vai encontrar mapas YAH (You Are Here) como estes abaixo, sinalizando onde você está no momento. Como sou ansiosa, decidi fazer o sentido horário, pois queria logo ver os koalas, e não me arrependi.

Um dos mapas YAH espalhados pela rota.

Um dos mapas YAH espalhados pela rota.

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Entrada do Koala Kingdom e início da minha aventura.

Entrada do Koala Kingdom e início da minha aventura.

Comecei então pelo Koala Kingdom, onde na verdade estão também crocodilos, wombats, emas….Tudo ali fica meio misturado e as únicas divisões claras pra mim foram a parte dos cangurus e esta inicial dos koalas.

Tudo o que você vai ver neste setor.

Tudo o que você vai ver neste setor.

Passando pelo portal, um poster explicativo super interessante sobre o que acontece no primeiro ano de vida de um koala: o quanto pesa ao nascer, quando se torna independente…..

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E essa é pra minha mãe: viu?? hehe

E essa é pra minha mãe: viu?? hehe

A primeira atração que vi foi a ema –  o que aliás, foi mais um “encontro”. Eu estava distraída trocando a lente da câmera e, quando olhei pra frente, lá estava ela, colada em mim. Repare que a placa avisa do perigo de mordidas – e o que nos separa é apenas uma cerca baixa de madeira-, então, melhor olhar sempre pra frente 😉

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Placa bem didática avisando do perigo.

Placa bem didática avisando do perigo.

A segunda atração foram os crocodilos. Eles ficam em um espaço bem pequeno e é neste ponto que você pode ter a experiência de tocar e tirar foto com um crocodilo bebê. Os pacotes começam com 20 dólares e dependem, basicamente, do número de fotos que você quer comprar.

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Saindo dali avistei o primeiro koala: uma bola de pelos se coçando e comendo folhas beeem devagar. Quando me aproximei do primeiro nicho, uma cuidadora estava entrando para pegar um deles para o Koala Cuddling Experience (experiência de segurar o koala no colo e tema do próximo post). Aproveitei e registrei tudo no vídeo abaixo:

Esta parte dos koalas é dividida em vários nichos, entre eles fêmeas, machos e berçário ou jardim de infância ❤ onde ficam os filhotinhos. É de babar! Infelizmente não é permitido tocá-los fora do Koala Cuddling, devido, principalmente, ao estresse que o contato excessivo gera para eles, mas dá pra ficar muito perto. Nesta mesma região há uma espécie de anfiteatro aberto, com palco e arquibancadas, onde acontecem as apresentações sobre os animais e sessões de histórias para as crianças.

O primeiro koala que vi <3

O primeiro koala que vi ❤

A gente passa bem perto. Mesmo.

A gente passa bem perto. Mesmo.

Koalas no nicho.

Koalas no nicho.

Jardim de infância: morri!!!

Jardim de infância: morri!!!

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Tirando um cochilo....

Tirando um cochilo….

...alguns preferem fazer isso pendurados.

…alguns preferem fazer isso pendurados.

Ao lado dos nichos fica (outra) loja de souvenirs. É lá que você adquire o passe para o Koala Cuddling ou contato com outros animais, como o crocodilo baby, a serpente albina ou o platypus (aqui chamado de ornitorrinco).

Entrei e fui conferir os passes. A minha experiência é o tema do post seguinte 😉

 

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Um passeio de barco no Brisbane River – a caminho do Lone Pine Koala Sanctuary

O meu último dia em Brisbane estava reservado para conhecer o Lone Pine Koala Sanctuary (essa mania de deixar o melhor para o final…). Acordei mais cedo, deixei a bagagem toda certinha e desci com tudo para a locker room, onde deixei tudo para buscar direto na volta. No balcão na recepção encontrei alguns folders sobre o santuário e trouxe alguns comigo. Conversei com uma menina que trabalhava lá e ela me deu as dicas de como ir, de bus ou barco. Como queria mesmo passear pelo Brisbane River, decidi fazer um mini cruzeiro e já unir as duas coisas.

Virei a esquina na Queen St e passei na Pie Face para um coffee. Pra variar, o dia estava lindo e começava a esquentar. Não sei o que aconteceu comigo (pff!), mas fui para o lado oposto ao qual eu deveria ir e acabei me perdendo “de leve”. Entrei em uma loja de artigos de fotografia e perguntei para que lado ficava a Victoria Bridge – ponte onde ficava o ponto de partida da Mirimar Cruises (empresa recomendada pelo hostel e um dos folders que peguei lá) e a vendedora era coreana, não entendeu nada do que eu falei, mas chamou um australiano que, gentilmente, me disse que eu estava fazendo tudo errado rs.

Sim, eu entrei na Pie Face com um frapuccino da Starbucks. Sim, eles acertaram meu nome :)

Sim, eu entrei na Pie Face com um frappuccino da Starbucks. Sim, eles acertaram meu nome 🙂

O barco partia às 10h e já tinha passado das 9:30, logo, esse foi mais um momento “Corra Lola, Corra” na minha vida. A essa altura eu tinha mais ou menos 15 min e ainda estava perto do Brisbane City Hall!! Força na peruca!! Saí disparado, achei a ponte e, nesse momento, vi que o embarque ficava do outro lado. Putz! Atravessei correndo e, depois de chegar no outro lado, não sabia se tinha que ir pra direita ou esquerda. Abri o mapinha, vi que era pra direita e segui com a corrida, já com a língua de fora.

Mapinha: eu estava hospedada na Edward St (direita) e a Mirimar Cruises ficava do outro lado da ponte virando a direita.

Mapinha: eu estava hospedada na Edward St (direita) e a Mirimar Cruises ficava do outro lado da ponte virando a direita.

Como o ponto de embarque não era colado com a ponte, tive que correr mais um pouquinho. Contornei a lateral do Queensland Cultural Centre e cheguei!! Ufa!!

Cheguei lá toda descabelada, suada e não sabia se respirava ou se perguntava pro cara do barco se desta vez eu estava no local certo. Resolvi respirar mesmo. Olhei pra ele, que abriu um sorrisão pra mim e, gritando de lá de dentro do barco, soltou um “Ei, não precisa correr que vai dar tempo!”. Não podia não rir: eu estava ridícula (não sei o que é pior: passar vergonha lá ou aqui agora, contando essa história).

Quando entrei no barco ele me disse que eles sempre dão uns minutinhos a mais para o pessoal se ajeitar nos seus lugares. Perguntou de onde eu era e, a partir deste momento, só se referia a mim como “Miss Brazil”. Paguei 60 dólares pelo ingresso barco + entrada no santuário (detalhe: hoje ele subiu para 72). E valeu muito a pena.

Travessia da ponte rumo ao deck da Mirimar.

Vista da ponte que dá acesso ao deck da Mirimar.

Deck da Mirimar Cruises.

Deck da Mirimar Cruises.

Todo mundo sentadinho esperando a saída.

Todo mundo sentadinho esperando a saída.

Ingresso Passeio + Santuário.

Ingresso Passeio + Santuário.

Anotação do meu mais novo amigo.

Anotação do meu mais novo amigo.

Note que são ingressos separados para o Santuário e para o cruzeiro. Você vai precisar do comprovante para reembarcar.

Note que são ingressos separados para o Santuário e para o cruzeiro. Você vai precisar do comprovante para reembarcar.

O passeio é bem tranquilo. Durante todo o percurso o guia vai conversando com os passageiros e explicando um pouco da história do local, das casas, das pontes e adiantando um pouquinho o que a gente vai encontrar no Lone Pine.

O dia estava liiindo, porém o vento gelado fazia com que as pessoas procurassem um local mais fechado ou corressem para o sol. As casas em volta do rio são pura ostentação. Fiz uma seleção das que considerei mais bonitas pra gente babar aqui (e também um vídeo, com atenção especial para as crianças me odiando). No final do percurso chegamos ao Lone Pine Kola Sanctuary, cerca de 1 hora depois.

 

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Chegada ao Lone Pine Koala Sanctuary.

Chegada ao Lone Pine Koala Sanctuary.

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Algo que precisa ser considerado é a acessibilidade. A entrada no barco é toda com rampas; do deck até a entrada do barco há uma pequena rampa com pouca ou quase nenhuma elevação, bem tranquilo. Já a saída do barco para a entrada no parque é toda com escadas em madeira, partes asfaltadas e rampas. Não contei, mas lembro de algo entre 3 ou 4 lances de escada. Para quem tem necessidades especiais, recomendo solicitar auxílio dos guias ou, caso se sinta mais seguro, chegar ao santuário de carro ou ônibus.

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Por que na Austrália não existe Burger King?

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Existe sim, amigo, mas aqui ele vem camuflado de Hungry Jack’s! Explico:

estava eu passeando em Brisbane e vi a logo em forma de sanduíche, recheado com letrinhas que formavam o nome da marca. Na hora achei que fosse uma imitação barata e, óbvio, resolvi conferir haha.

Entrei e o menu era o mesmo. Decidi então perguntar para a atendente do balcão se aquilo era uma cópia mesmo – como eu estava pensando. Ela só me respondeu que na Austrália não existia Burger King. End of story.

OK. Fui para a minha mesa e me recolhi à minha insignificância, forever alone, comendo batatinhas meio crocante meio murchas e remoendo a dúvida. Aí um garoto que estava na minha frente falou um “você está no Burger King”. (Nesse momento olhei de novo pra ter certeza de que ele estava mesmo falando comigo ou com qualquer outra pessoa ali perto). Era comigo.

Ele pediu pra sentar e foi me contando a história. Quando o Burger King foi se instalar na Austrália houve um problema de registro. O nome Burger King já havia sido registrado por um restaurante de Adelaide e o nome não poderia ser usado (a menos que fosse comprado e, ao que tudo indica, a negociação não foi vantajosa). Na época, o franquiado que levou o BK dos states para a terra do canguru recebeu uma lista de possíveis nomes e escolheu o Hungry Jack’s.

E como esse garoto sabia disso tudo? Além de ser um intrometido (haha tadinho) ele fazia pós em negócios em Brisbane e já tinha estudado Marketing. Como fiz Design, o papo foi longe.

O que percebi de diferente foi, além do nome, uma estratégia mais agressiva, com promoções do tipo: compra uma batata ganha outra; se levar um um amigo você só paga metade ou ganha qualquer outra coisa; se fizer check in ganha um sanduíche e por aí vai….

Então amigo, sentiu saudade do Stacker Triplo ou do Whopper, entra no Hungry Jack’s que dá na mesma 😉

Loja em Brisbane.

Loja em Brisbane.

Tudo igual, viu? Fonte: Adventures with Ben.

Tudo igual, viu? Fonte: Adventures with Ben.

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Dicas de compras em Brisbane

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Comprinhas nas viagens: quem nunca? – Ou quem sempre?

Fazer comprinhas em viagens é algo que faz parte, não tem jeito, mas nem sempre é fácil. Antes de sair por aí alucinado comprando o mundo é preciso estar atento a algumas situações que parecem óbvias, mas a gente acaba se esquecendo e só lembra quando acaba enfiando o pé na jaca:

– Preço: pra mim, isso de “quem converte não se diverte” é a maior furada, principalmente se você costuma usar cartões de crédito. Para os mais desavisados, o valor total será convertido no dia que fechar a sua fatura e não se espante se, no próximo mês, vier algum ajustezinho maroto de câmbio (sim, bancos nunca perdem). Dê preferência a pagamentos em dinheiro em espécie (cash), pois você controla melhor o que está saindo do seu bolso. Dica preciosa é determinar uma quantia X para o dia e ter disciplina – se abusou hoje, amanhã vai ter que abrir mão de algo pra não ter um susto mais pra frente. Junte todas as notinhas e no final do dia, faça um balanço dos gastos (sempre funciona). Outra coisa é analisar se não existe algo semelhante por aqui (se o valor for parecido então, nem precisa comentar, certo? Certo). Ter consciência sobre o valor do seu dinheiro é bem mais elegante do que não ter como pagar depois.

– Tamanho: muita atenção para a numeração de cada país ( aqui você vai encontrar uma tabelinha de conversão bem bacana e aqui um conversor online). É bem útil anotar o tamanho do pessoal de casa pra não errar e fazer feio (pode ser numeração ou medir com a fita métrica mesmo. Em alguns casos é bacana medir pra ter uma referência mais “real”, digamos assim). A Levi’s tem numeração diferenciada para cintura e comprimento de pernas, por exemplo. Você pode ter uma calça masculina 32 x 32, 32 x 34 e por aí vai…. Pessoas pequenas, como é o meu caso, encontram dificuldade em achar sapatos em alguns países. Achou? Gostou? Tá barato? É leve? É autêntico? Considere 😉

– Peso: tirando o dinheiro, este é o maior problema. É preciso analisar se a viagem ainda está no começo, se você vai fazer muitos trechos à pé, subir e descer escadaria de metrô com as malas, se está viajando de mochila ou mala de rodinhas, se vai fazer vôos domésticos com limite de bagagem (lembra do que aconteceu em Melbourne?). Para voltar da Austrália pela Aerolineas Argentinas você pode despachar 2 volumes de 32kg cada mais a bagagem de mão. Para vôos internos, as regras são outras e dependem da companhia. Na Easy Jet, no momento da compra do ticket, você tem a opção de pagar um valor a mais e garantir o peso extra. Por 15 dólares a mais, meus 30 dólares de comprinhas não teriam virado uma multa de 100. Portanto, além da atenção redobrada no momento de comprar passagens, analise se precisa mesmo daquele scarpin de bolinhas, bico fino e laço ou daquele guarda-chuvas lindo com estampa do seu seriado favorito, mas que não dobra e não encaixa em lugar nenhum da sua mala. Confira aqui algumas regras sobre bagagem e peso extra.

– Promoções: cuidado. A gente vive caindo nessa de ” Sale”, “50% OFF”. Tá 50% OFF mesmo? Ou é mais um caso de “o dobro pela metade do preço”? Avalie. Promoções do tipo “leve 3 pague 2” nem sempre são vantajosas e às vezes você acaba levando algo que ocupa espaço e você nunca vai usar, só porque estava barato.

– Souvenirs: sempre legais, vale a pena investir. Atenha-se a não trazer muitos itens frágeis (pois você terá que embalar muito bem ou trazer na bagagem de mão) ou itens muito pesados, como canecas demais (difícil não comprar, eu sei). Uma boa pedida é fugir de lojas nas próprias atrações e buscar os mercados municipais, com preços bem mais em conta.

Deixando a aula de economia mochileira de lado, vamos aos locais bacanas para você se perder e esquecer quase tudo que acabei de escrever – mentirinha, não me decepcione, foco!  😉

Brisbane Downtown

Encontrei muita coisa bacana no centro. Existem lojas bem boas e outras de artigos chineses de qualidade inferior. Logo ao lado do hostel, próximo à Queen Victoria St, achei uma loja de sapatos e bolsas e resolvi entrar. A vendedora era uma jovem coreana e ficamos um bom tempo batendo papo, pois ela queria saber como eram os sapatos no Brasil, se minha cidade era quente, se tínhamos neve, essas coisas. No meio do papo, ela perguntou se eu queria tirar uma foto com todos aqueles sapatos (esta foto que está no início do post) e me desejou boa viagem.

Imagination, a loja de sapatos.

Imagination, a loja de sapatos.

Ainda no centro, na Queen St, tem lojas de todas as marcas conhecidas, como Guess, Lush, The Body Shop e a famosa UGG, com as UGG’s Boots, que eu costumo chamar de Crocs australianas (não são muito bonitas, mas o conforto compensa tudo).

Queen Vistoria Street: uma boa pedida é fazer compras à noite, quando as lojas estão mais tranquilas e o clima mais ameno.

Queen Victoria Street: uma boa pedida é fazer compras à noite, quando as lojas estão mais tranquilas e o clima mais ameno.

Queen Victoria St.

Queen Victoria St.

Queen Victoria St.

Queen Victoria St.

Queen Victoria St.

Queen Victoria St.

UGG  Boot

UGG Boot

Ainda na Queen Victoria St tem a Brisbane Arcade. As vitrines são lindas mas, como são lojas para turistas, os preços não são lá muito convidativos. Para os amantes de artigos de papelaria é de infartar. O mesmo acontece com os apaixonados por chás – meu caso. Comprei dois tipos, sendo um deles o Sydney Special, um blend de chá preto e frutas amarelas que eu super recomendo. O saquinho com 100g saiu por AUD$ 27,00. Comprei também latas para guardá-los e alguns artigos para a hora do chá.

Entrada da Brisbane Arcade.

Entrada da Brisbane Arcade.

The Tea Centre, a minha preferida.

The Tea Centre, a minha preferida.

Vitrine tentadora.

Vitrine tentadora.

Piso térreo.

Piso térreo.

Vitrine da Camel.

Vitrine da Camel.

Entendedores entenderão: Caran d'ache, caixa com 180 cores.

Entendedores entenderão: Caran d’ache, caixa com 180 cores.

Artigos de luxo....

Artigos de luxo….

....a preços compatíveis.

….a preços compatíveis.

Seguindo pela Queen St, vire a Esquerda na Edward St e você estará no templo do consumo de luxo: Louis Vuitton, Hermés, Tiffany & Co estão lado a lado e são uma amostra do que você vai ver. Atenção especial para as vitrines, que são lindas.

Mapa de Brisbane CBD

Mapa de Brisbane CBD

Indo em direção ao Palácio do Governo encontrei, além de muitos cafés e restaurantes, loja de produtos esportivos como a da foto abaixo. Como a Austrália é um dos países com mais opções de esportes, trilhas e mochileiros, este tipo de loja é superfácil de encontrar. Vale a pena comprar meias, segunda-pele e artigos de última hora que você possa ter esquecido ou não ter trazido devido à questão do espaço.

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Grandes Shoppings e Comida

Se você está mochilando e está num budget, vai querer economizar no que puder. Conheço alguns viajantes que cozinham no hostel – principalmente os que estão em viagens mais longas – e conseguem poupar bastante. Como minhas viagens são mais curtas e eu gosto muito (MUITO) de restaurantes, acabo comendo fora mesmo, pela diversão de conhecer novas comidas e também pra poupar tempo. Quando fiquei em Sydney acabei frequentando vários supermercados para lanches rápidos e bebidas e economizei bastante. Como mercados recomendo o Woolworths e o Cole’s.

Woolworths do lado do hostel.

Woolworths do lado do hostel.

Com relação a shopping, o que mais fui foi o Myer Center, pois era do lado do hostel, mais central impossível. Lá você encontra Target, Starbucks, Levi’s, Event Cinemas…..os preços são como os das flagship, então não espere encontrar muitas promoções. A rede Westfield também está presente nas maiores cidades. Na Austrália visitei apenas a de Sydney.

The Myer Centre.

The Myer Centre.

Algo que achei curioso foi a versão australiana do Burger King (e essa história vou contar no próximo post). Chamada de Hungry Jack’s (sim), usa as mesmas cores e menu. Comi o equivalente ao Whopper  (que eu não lembro o nome) mas era a mesma coisa e custou aproximadamente 6 dólares.

Olha ali no cantinho esquerdo e me diz se não é igual...

Olha ali no cantinho esquerdo e me diz se não é igual…

Para quem curte livros, recomendo a Borders. É gigante e tem opções para todos os gostos. A sessão de viagens é bem completa.

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Nos arredores de Brisbane existem outlets, mas não fui porque não tive tempo ($$$) e esse não era muito o foco da viagem. Acredito que seja legal explorar as marcas locais, principalmente roupas masculinas de surf que são bem cohecidas, principalmente pela variedade de estampas e qualidade.

No quesito souvenirs, recomendo sempre feiras livres e mercados, bem mais barato do que comprar nas próprias atrações.

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Max Brenner Chocolate Culture

Fonte: Max Brenner.

Fonte: Max Brenner.

Chocólatras deste planeta, preparem-se para sofrer: dentre todos os paraísos do chocolate que existem no mundo, este é um que vai te tirar o fôlego.

Nas minhas andanças pela cidade descobri essa maravilha e não resisti.

Com lojas por toda a Austrália, Estados Unidos, Israel, Japão, Coréia e Russia, Max Brenner Chocolate é um lugar imperdível na sua trip. Aqui o que se vende não é somente o produto, mas a experiência do sabor. E bota sabor nisso!

Imaginou uma versão diferente para usar chocolate? Aposto que você vai encontrar aqui: barras, bombons, sorvetes, bolos, cupcakes, pizzas (sim!), fondue, shakes, cafés…..

Porque chocolate vai muito além do sabor....Fonte: Max Brenner.

Porque chocolate vai muito além do sabor….Fonte: Max Brenner.

Fonte: Max Brenner.

Fonte: Max Brenner.

 

Chocolate Bar: A place like no other

Nas unidades MB você vai encontrar o Chocolate Bar, um local exclusivamente preparado para você viver a experiência do chocolate através do menu especial e também outras experiências sinestésicas, como música e Design. Recomendo o Milk Shake com Nutella (nham!) e qualquer outra coisa que inclua sorvete. São demais.

Fonte: Max Brenner.

Fonte: Max Brenner.

A loja em si é toda incrível: ao passar pela porta já dá pra sentir o cheiro do chocolate. Aí amigo, não há quem resista. As misturas de aromas são sensacionais: café, laranja, castanhas….e chocolate! MUITO! A cascata de chocolate é de babar.

A variedade é tão absurda que existe até chocolate em seringa, que eles chama de “chocolate shot” (na verdade é um ganache pra você “injetar” na boca, para os mais “viciados”).

Passei na lojinha e comprei fudge com avelãs e barrinhas com raspas de laranja para os meus pais. Mas não resisti e acabei comendo boa parte – e agora eles sabem disso ;'(.

Chocolate Shot. Fonte: Max Brenner.

Chocolate Shot. Fonte: Max Brenner.

Poderia ficar o dia todo aqui falando só sobre esta loja, mas como me limitei a usar a palavra “chocolate” no máximo 12 vezes e confesso estar sofrendo bastante pra terminar de escrever, deixo contigo a missão de passar no site oficial e já se programar pra ir.

Em geral, as lojas abrem às 8 da manhã e fecham às 10:30 (de domingo a terça) e às 00h nos demais dias. Como varia de unidade para unidade, é bom dar uma olhadinha antes, pra ter certeza 😉

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